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Simpósio em Lavras debate desafios e oportunidades da cachaça de alambique

CACHAÇA DE ALAMBIQUE
ESCRITO POR JULIANA CAMPOS, DE VARGINHA
17/04/2026 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS

A Comissão Técnica de Cachaça de Alambique do Sistema Faemg Senar se reuniu nessa quinta-feira (16/4), durante a abertura do Simpósio Brasileiro de Cachaça de Alambique, realizado na Universidade Federal de Lavras, no Sul de Minas. O evento segue até esta sexta-feira (18) e reúne produtores, pesquisadores, instituições e demais representantes da cadeia produtiva.

De acordo com o presidente da Comissão, Edilson Jardim Viana, o encontro foi uma oportunidade para discutir temas estratégicos e os principais desafios da atividade. “Foram abordadas desde questões técnicas até problemas estruturais do setor, com o objetivo de construir soluções. Entre os desafios estão a informalidade na produção e comercialização da cachaça, a adulteração, a alta carga tributária e as dificuldades enfrentadas pelos produtores legalizados no dia a dia”, destacou.

Entre os participantes, a produtora Aline Nascimento, expositora da cachaça Indiazinha, de Abaetetuba (PA), ressaltou a importância do evento para ampliar a visibilidade dos produtos. “Viemos apresentar nosso licor e nossa cachaça, porque muitas pessoas ainda não conhecem o nosso produto, que vem da Amazônia. Esses eventos são importantes para divulgar e abrir novos mercados”, afirmou.

Para o gerente regional do Sistema Faemg Senar em Varginha, Caio Oliveira, a produção de cachaça de alambique no Sul de Minas carrega tradição e relevância econômica. Ele também destacou o suporte oferecido pela instituição aos produtores. “Atuamos por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), contribuindo para a adoção de boas práticas de fabricação, melhoria do manejo da lavoura e orientação sobre os procedimentos de regularização dos estabelecimentos”, explicou.