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O SENAR MINAS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Minas Gerais) é responsável pela capacitação profissional e promoção social do produtor, do trabalhador rural e seus familiares.

Cursos

O SENAR MINAS oferece mais de 300 cursos nas áreas de Formação Profissional Rural e Promoção Social, gratuitos e voltados para capacitação e qualidade de vida do produtor e trabalhador rural e suas famílias.

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Pesquisa e tecnologia mais perto do produtor

CAPACITAÇÃO
ESCRITO POR LÍLIAN MOURA, DE VIÇOSA
25/06/2026 . SISTEMA FAEMG, SENAR

Por meio do Sistema Faemg Senar, o conhecimento produzido nos laboratórios e áreas experimentais da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está cada vez mais perto dos produtores rurais mineiros. Em Viçosa, 63 instrutores do Senar Minas participaram de uma capacitação metodológica sobre manejo integrado de pragas e doenças, o que vai aproximar ciência, inovação e práticas sustentáveis da realidade dos produtores.

Durante duas semanas, os participantes tiveram acesso às pesquisas mais recentes desenvolvidas por especialistas da UFV e da Epamig, além de atividades práticas em campo, discussões sobre novas tecnologias e estratégias para tornar a produção agrícola mais eficiente, rentável e sustentável.

Segundo o analista de Formação Profissional do Sistema Faemg Senar, Alexandre Martins, a iniciativa tem papel fundamental na atualização dos instrutores, que atuam diretamente na formação dos produtores rurais. “Nossa intenção foi proporcionar aos instrutores acesso às tecnologias de ponta que estão sendo desenvolvidas, para construir um plano instrucional atualizado e de alta qualidade para os treinamentos oferecidos aos produtores rurais”, destacou. Ele ainda ressaltou a parceria com a Bayer, com demonstrações de tendências de mercado.

Para o instrutor Igor Corsini, do Sul de Minas, o contato direto com pesquisadores e com as novas descobertas científicas faz toda a diferença no trabalho desenvolvido junto aos produtores. “A experiência foi muito positiva. Acompanhamos situações que encontramos no dia a dia das lavouras e discutimos soluções com pesquisadores de referência. É fundamental que os instrutores estejam atualizados sobre novas técnicas, produtos e formas de manejo para que esse conhecimento chegue rapidamente ao produtor rural”.

A instrutora Jocasta Lopes, que atua no Triângulo Mineiro, destacou a diversidade dos temas abordados durante a capacitação. “Foi uma semana de muito aprendizado, abordando desde bioinsumos e inimigos naturais até produtos químicos e manejo correto das lavouras. Tivemos muita troca de experiências e conhecimentos que certamente serão levados para os cursos e treinamentos a partir de agora”, comentou.

Instrutores Jocasta e Igor em visita a campo

Troca com especialistas

Entre os especialistas convidados, esteve o professor da UFV Marcelo Picanço, referência nacional na área de manejo de pragas. Ele destacou que os instrutores são um público importante para os pesquisadores pelo seu potencial de multiplicação. O professor abordou programas de manejo integrado, controle químico responsável e estratégias para reduzir perdas em produtos armazenados.

“Estamos apresentando o que existe de mais moderno em termos técnicos, ambientais e de saúde humana. O objetivo é mostrar como controlar as pragas de forma eficiente e sustentável, escolher produtos adequados para cada realidade produtiva e reduzir perdas que podem chegar a índices muito elevados. Esse conhecimento contribui para aumentar a competitividade e a sustentabilidade da agricultura mineira”, explicou.

A pesquisadora da Epamig, Wania Neves, apresentou aos participantes resultados recentes relacionados ao manejo integrado de doenças e ao uso de bioinsumos. “É uma forma de aproximar o conhecimento científico da prática no campo, permitindo que mais agricultores tenham acesso às inovações desenvolvidas pelas instituições de pesquisa”, destacou.

Outro tema em evidência foi a ecofisiologia vegetal e seu papel no enfrentamento aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. A professora de Fisiologia Vegetal da UFV, Genaína Souza, explicou como o entendimento das respostas das plantas ao ambiente pode contribuir para reduzir a incidência de pragas e doenças. “A fisiologia vegetal tem papel estratégico para aumentar a produtividade e diminuir a necessidade do uso de defensivos agrícolas. Compreender como as plantas reagem às mudanças ambientais é essencial para desenvolver sistemas de produção mais resilientes”, afirmou.

Já a pesquisadora Elem Martins, da Epamig, especialista em Café Regenerativo e controle biológico, trabalhou com os participantes temas ligados à identificação de insetos, controle biológico e bioinsumos, sempre com foco na agricultura regenerativa. “Quem está no campo precisa ter acesso às atualizações mais recentes para orientar os produtores. Trabalhamos diferentes formas de controle biológico e o uso de bioinsumos, buscando fortalecer uma agricultura cada vez mais sustentável”, ressaltou.